sábado, 3 de agosto de 2013

“Um olhar oportunista, talvez”

Faltam 15 minutos para a porta do voo fechar.
O autocarro que a levara até ao aeroporto tinha-se atrasado. Uma avaria no motor do veículo era a única coisa que ela percebia. E, claro está, ouvia alguns turistas ingleses repetirem constantemente a palavra delay (atraso), e estava a ficar aterrorizada com receio de perder aquele voo. Tinha-lhe custado 145 euros, e ter de comprar outra viagem não fazia mesmo parte dos planos dela.
Apesar daquela agitação, não conseguia parar de pensar no quão gostou de conhecer Roma, e de toda a tranquilidade que sentiu quando estava perante a Fontana di Trevi. Permaneceu lá umas 2 horas. O calor de Itália fazia-a sentir-se tão bem como se estivesse em Portugal e os sorrisos que via, constantemente, nos rostos dos casais apaixonados, fazia-a sentir-se nostálgica mas, simultaneamente, feliz. Era como se dependesse da felicidade dos outros para, também ela encontrar um patamar de plenitude, calma, serenidade e mesmo felicidade.
De repente, um rapaz aproxima-se dela: “Excuse me. Can you take a picture of me?(Desculpe, pode tirar-me uma fotografia?). “Of course!” (claro!), responde ela, num impulso, ao mesmo tempo que, automaticamente, se levanta daquele degrau. Ela faz disparar o flash, pergunta-lhe o que acha da foto. Ele diz que está ótima e agradece. Naquele momento, um olhar especial foi notório. Não foi de paixão, ou de amor à primeira vista, mas foi de sedução. “Um olhar oportunista, talvez”, pensou ela.
A verdade é que estava a ver os ponteiros do relógio a passar, estava a ficar preocupada com o atraso do autocarro, mas aqueles grandes e verdes olhos não lhe saiam da cabeça. “E pronto, fui enfeitiçada na Fontana di Trevi, por um turista de uma parte qualquer do Mundo… Só a mim!” Era o que ela pensava, na tentativa de afastar aquele pensamento que teimava em permanecer.
Finalmente, o autocarro chega. Corre para o local da revisão das malas, olha o relógio. Faltam pouco mais de 5 minutos para que a porta se feche.
Estavam imensas pessoas à volta do painel que continha o número das portas, o horário dos voos e o respetivo destino. 
A porta para o voo com destino ao Porto ainda não estava no painel e apenas referia que, em instantes, apareceria tal informação.
Preocupada pela discordância entre o bilhete que tivera imprimido antes de viajar para Itália, e o painel, decidiu tranquilizar-se e dirige-se à pessoa mais próxima de si. “Excuse me…” (Desculpe…).
Ele virou-se para ela. Ela calou-se e, paralelamente, sentiu o seu coração acelerar.
Ambos sorriram.
Depois de recuperar da surpresa de o encontrar ali, tenta retirar a dúvida, ao explicar-lhe a situação. E termina dizendo, ao mesmo tempo que sorria, “now it's my turn to ask you something” (agora é a minha vez de te pedir alguma coisa).
Ele sorri e pergunta: “És portuguesa?”
“És português?!”
Os dois sorriem e ele diz-lhe que também vai para o Porto.
Olham para o painel. Porta 110.
Ao mesmo tempo que se dirigem para a porta de voo ela diz-lhe: “Depois quero que me mostres a foto fantástica que te tirei.”


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Contigo sempre foi assim…

“Oh, tão verdade… Tantos momentos que já passámos juntos!
Lembras-te de quando nos conhecemos? Foi tudo tão natural e espontâneo… Foi como se nos conhecêssemos sem nunca nos termos visto! Foi como se já tivesse falado contigo, sem nunca ter ouvido a tua voz! Foi como se já te tivesse tocado, sem nunca te ter tido à frente.
O teu olhar impressionou-me, meu amor. Esses teus olhos fizeram-me vibrar e acreditar que serias especial. A forma como sorriste para mim fez-me, involuntária e ativamente, esquecer os problemas e sorrir contigo.
As coisas foram evoluindo e pediste-me em casamento da melhor forma possível. Até esse momento, nunca pensei que isso pudesse alguma vez acontecer. Tu fizeste com que tudo fosse especial e com que eu acordasse todos os dias a pensar que te ia ter ao meu lado. Tu fizeste com que eu adormecesse todas as noites a pensar que iria acordar com um beijo teu. Tornaste todos os meus sonhos realidade, e fizeste-me viver aquilo que nunca imaginei viver. Contigo, cresci! Contigo, fui sempre eu! Contigo, tudo valeu a pena!
Não me arrependo de nada que se relacione contigo. Porque eu não poderia ter tido tantas alegrias como foi possível ter ao teu lado!
E quando esta barriga começou a crescer? Quando soubeste que era menino ficaste tão feliz! Ah, e já só faltam cerca de duas semanas para ter o nosso Tomás! Ele já deve estar ansioso por conhecer este mundo… É que está constantemente a mexer-se! Vai ser tal e qual como tu! Eu sinto isso. Depois vais ver e vais dar-me razão! Vai ser tão lindo e tão amoroso que vou passar o meu tempo a olhá-lo! Sim, há mais ou menos um mês também já comprei a primeira roupinha! E sim, é azul… Só para te fazer a vontade! Preferia que fosse amarela (dizem que dá sorte), mas nenhuma sorte é maior do que te ter a olhar por nós! Por isso, será azul.
Meu amor, já faz tarde. Nem dei pelo tempo passar! Realmente, contigo sempre foi assim… Agora não teria de ser diferente. Olha, acabaram de acender as luzes… Eu vou mas, amanhã, volto! Depois mostro-te, mais uma vez, como esta minha barriga cresce a cada momento que passa!
Amo-te por tudo o que passámos. Olha por nós, porque estarás sempre connosco.”
Dá um beijo no ramo de flores que trazia consigo, pousa-o na sepultura e sente uma lágrima escorregar-lhe pelo rosto…
“Se ao menos te pudesse beijar uma vez mais…"


sábado, 22 de junho de 2013

“Depois podemos falar melhor…”

Depois de tantos e-mails trocados, de tanta indecisão, de tanto pensar sobre o assunto, decidiu que o melhor seria mesmo comprar aquele apartamento. Precisava, definitivamente, de mudar.
Eram muitas as recordações que ela tinha, sempre que estava no espaço a que, normalmente, chamava de casa! Era tempo de mudar. Já faziam dois anos desde que se tinham separado, e não fazia sentido ela continuar a viver com aquele aperto, com aquela angústia, com aquele apego repugnante. Tinha de mudar!
Quando há uns anos atrás ela tinha decidido ficar com ele, mudar-se com ele, fazer daquela casa um lar, onde pudesse ver os filhos crescer e onde pudesse olhar o rosto dele todas as manhãs, tudo parecia fazer sentido.
Eram novos. Tudo era encantador. Tudo parecia dar certo. Tudo aparentava ser peças de um puzzle, que se encaixavam, sem grande dificuldade.
Mudou de emprego, para poder estar com ele, sempre que desejasse. Ele era a pessoa mais importante na vida dela. Resolveu viver uma vida onde apenas lhe interessava ser feliz.
Pareceu não dar certo. Três anos de uma vida a dois foram o suficiente para lhes mostrar que não eram felizes daquela forma. Ela mudou aquilo que o tivera feito apaixonar-se… Ele reprimiu o que a fazia vibrar a cada segundo… Ela passou a ser mais uma, e ele passou a ser banal. Ambos perderam o encanto porque, simplesmente, se desencantaram. Não foi um molde, um ao outro; foi mudança, definita e grosseiramente.
Ele saiu daquela casa. Tiveram de mudar, novamente. Havia um mundo lá fora. Ele não queria viver daquela forma, nem fazer com que a vivacidade dela se perdesse por… por comodismo. Separaram-se. Ele mudou de cidade, mudou o número de telemóvel, mudou o endereço de e-mail, mudou o emprego, deixou de ser tratado pelo seu primeiro nome, para que o tratassem por Carlos. Ela não insistiu em encontrá-lo.
Precisava, definitivamente, de mudar. Uma nova casa, numa outra cidade, num outro ambiente, naturalmente lhe iria trazer uma maior tranquilidade. É precisamente por isso que, depois de contactar o agente imobiliário, decidiu comprar aquele apartamento, com vista para o mar. As fotos que lhe tinham sido enviadas, a localização, o preço, tudo parecia uma oportunidade a agarrar. Decidiu. Escolheu.
Naquela manhã acordou com um sorriso, como há muito não acontecia. Sentiu que entraria numa nova etapa, onde tudo passaria a fazer sentido. Tratava-se da vida dela e da forma como ela a queria viver!
Saiu de casa, entrou no carro, colocou a morada no GPS e, passadas quatro horas, chegou ao destino. Saiu do carro, olhou ao redor. Era aquele ambiente que procurava, há vários anos.
“Dra. Carla…?”
“João?! Que fazes aqui?”
“Não sou mais o João com quem viveste… Sou o Carlos! Olá, bom dia, Como está…?”
“Mas…”
“Espero que tudo isto vá ao encontro do que deseja… Do que sempre desejou. Não a quero desiludir mais… Muito pelo contrário…”
“Mas…”
“Vamos ver o apartamento. Depois podemos falar melhor… Ao som das ondas, ao toque da brisa do mar, ao cheiro da praia, à luz do sol, ao sabor do reencontro!…”




domingo, 19 de maio de 2013

"Eu continuo aqui..."


Ela estava sentada sobre aquela que considerava ser a sua aliada. Ouvia a música que mais a fazia sentir indefesa e dicotómica. Olhava o relógio e reparava que o tempo passava incomensuravelmente, e nada podia fazer em relação a isso. Quando a música terminou, depois de 20 vezes de repetição, fez-se um silêncio. Naquele momento, ela levantou-se e espreitou pela janela.
Estava um dia cinzento, o vento soprava e a chuva caía frenética e cronometricamente, como se de um relógio se tratasse e como se os segundos passassem a ser milésimos deles. Eram 16 horas e pareciam as 20 horas daquele dia de inverno de dezembro. O frio fazia sentir-se naquelas quatro paredes e a memória rebuscou momentos antigos e marcantes.
“Incrível como cada momento pode ser visto de forma diferente…”
A luz artificial e reduzida daquele quarto não lhe transmitia a energia de que ela tanto precisava, naquele preciso momento. Voltou a sentar-se mas continuou a fixar o olhar no infinito!
Olhar e não ver nada! Nada ouvir e tudo imaginar! Sentir e tentar ignorar!
“Há uns meses este tempo fazia-me sentir tão bem…”
A chávena de chá tinha arrefecido, tal como a forma calorosa de pensar nele, de pensar em como estar com ele, de pensar em como se manter com ele, de pensar no mundo à volta dele.
“Mas já nada é igual. Só a chuva, que continua a cair desta forma. Só o frio, que penetra no corpo. Só o inevitável destino traçado, que nos separou…”
As bermas da estrada pareciam pequenos riachos, as pessoas estavam certamente recolhidas em casa, tal como ela estava recolhida nos seus sentimentos.
“Mas eu estou aqui… Eu continuo aqui… Não deixarei de estar tão cedo…”
Uma lágrima rompe o rosto e ilumina os olhos dela.
“A enviar mensagem”
“Mensagem enviada”
Levanta-se repentinamente e arrepende-se do que acabara de fazer. Pousa o telemóvel e abraça-se de forma genuína à almofada que se encontrava sobre a cama.  
Porque dependendo da visão perante a vida, os acontecimentos parecem melhores ou piores, maravilhosos ou catastróficos. A chuva, que parecia maravilhosa quando estava abraçada a ele, tornara-se a sua maior inimiga, ao relembra-la daqueles momentos em que nada mais interessava, porque o abraçava. O frio, que apenas era mais uma razão para lhe pedir para que a abraçasse calorosamente, tornou-se o maior obstáculo para a sua espiritualidade. O ambiente escuro, que outrora a fizera sentir acolhida, tornara-se no maior abandono para ela.
O telemóvel vibrou.
“Um dia vais perceber que eu sempre estive aqui, que eu continuo aqui, e que indefinidamente vou continuar … Hoje é o dia!”
Um frio caloroso, uma claridade momentânea, uma tempestade de amor…


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Porque é capaz de ser o melhor que temos


Estava uma noite tranquila. As estrelas sobressaiam no céu negro e completamente limpo. A lua? Essa estava cheia e com um brilho especialmente notório. A temperatura que se fazia sentir era mesmo propícia a uma saída de casa, com direção a uma esplanada com vista privilegiada para o mar. Sentir a brisa no rosto, sentir a brisa na pele, sentir a liberdade, sentir aquela noite, mesmo que o tivesse de fazer sozinha.
            Já sentiram uma espécie de vontade dicotómica? Aquele sentimento de que “devia mesmo sair… devia aproveitar este maravilhoso tempo” e, por outro lado, “ai, quero tanto ficar em casa, no meu sofá, a fazer zapping até achar o filme perfeito para mim, neste preciso momento…”.
            De repente, decide deitar-se no sofá. Não estava com paciência para se arranjar; não sentia força nem para puxar uma almofada, de forma a sentir-se mais confortável, naquele sofá que daria muito bem para mais uma pessoa.
            Dá por si a chegar ao canal 80, sem se aperceber que tinha passado pelos canais da Lusomundo, onde normalmente encontrava algo que a prendia ao ecrã. Afinal, tinha passado praticamente todos os canais que a interessavam e nem se tinha apercebido de tal facto!
            Repentina e decididamente, levanta-se do sofá, apaga a televisão, acende o rádio, aumenta o volume e encontra forças para se arranjar. Olha-se ao espelho, agrada-lhe minimamente o que vê. Troca a imensidão de coisas que tem na bolsa que usara naquele dia para uma outra que condizia melhor com a roupa que decidira usar, para aquela ocasião.
            Fechou a porta e decidiu caminhar pelo passeio paralelo à praia, na expectativa de chegar àquele café onde, outrora, tinha encontrado aquele que achava ser o homem da sua vida. Depois de andar cerca de 2 km, olhou aquela cadeira… A mesma cadeira onde ele lhe fez o pedido que mais a embaraçou, na sua vida… A mesma cadeira que a fez sorrir e chorar, simultaneamente…
          Ele estava lá! Novamente, ele estava sentado naquela cadeira!
          Não consegue parar… As pernas continuam o movimento coordenado que a levara até ali.
          Perdeu a oportunidade de estar com ele… Perdeu a oportunidade de falar, novamente, com ele… Perdeu a oportunidade de conviver, por breves minutos que fossem, com aquele homem… Mas a imaginação? Essa ela teve-a até ao momento de chegar a casa, depois de percorrer novamente os quilómetros que tinha feito até então. Porque a imaginação é capaz de ser o melhor que temos! Isso, ninguém pode sequer tentar tirar. E ainda bem… Porque nenhum momento acaba indiferente quando esse mesmo é regado e alimentado o suficiente.
Naquela noite, a imaginação fez dela a mulher mais feliz do mundo!

 


sábado, 21 de julho de 2012

"Lembra-te de o esquecer..."


“Consegues sentir?”
“Seria impossível não o conseguir…”
Sabem aquele abraço que quando surge é uma espécie de lufada de ar fresco, após uma prisão num local fechado e escuro? Conhecem aquele sorriso que nos impede de desmoronar e desistir? Reconhecem aquele olhar que nos impede de cair, que nos mantém fortes, suportados em nós próprios, apesar das adversidades?
“Estás mais linda do que nunca… Que saudades eu tinha tuas…”
“Que aperto sentia sempre que te visualizava mentalmente! Que saudade sentia…”
Era um dia quente! O sol brilhava por entre as nuvens que teimavam em surgir, esporadicamente, e o som natural que se fazia ouvir transmitia uma tranquilidade imensa.
“Tanta coisa que gostaria de dizer, mas as palavras faltam-me! Que faço contigo?”
            E quando esperamos anos por um momento? E quando ansiamos um encontro mais do que alguma vez poderíamos achar que ansiaríamos algo?
            “Também não sei que faça com tanto amor! Com tanta vontade de te abraçar, contínua e permanentemente!”
            Aquela nuvem tentava escurecer o céu azul… O vento que mal se fazia sentir começou a mostrar o seu poder, e aquele silêncio passou a ser afetado pelo ruido da agitação que se começava a enaltecer.   
“Já reparaste? Só por ti ele bate desta forma… Só por ti ele anseia dia após dia, hora a hora, minuto após minutos, segundo a segundo… Só por ti estou aqui! Não avistava hora de tal momento surgir… Mas lembra-te, quando te sentires pequena, imagina-te ao lado daquela flor, que mesmo ínfima, consegue ser maravilhosa. Aí vais perceber, realmente, o quão grande e deslumbrante és! Apenas te peço mais uma coisa em relação a este mágico instante… lembra-te de o esquecer…”
“Mas…”
“Só assim conseguirás ser verdadeiramente feliz…”





sexta-feira, 29 de junho de 2012

“Pode ser concertado…”

Sentada na areia, olha o mar deslumbrante… Sente o ar fresco e ouve aquele som que mais a tranquiliza.
Um vazio! Subitamente, é o que sente! Finalmente uma paz a contempla, a invade, a circunda, a atravessa profunda e fortemente.
Nada a impedia de estar tranquila, naquele momento! Nada a proibia de sentir a maravilha daquele instante, a sensação de liberdade, de independência, de invisibilidade.
No meio de toda a abstração, sente o telemóvel tocar. Não lhe importa… “Se for importante, que liguem mais tarde”, pensa.  
Os pensamentos, por momentos, não a atormentam, e sente uma paz interior que há já muito não sentia. O telemóvel volta a tocar… Mesmo assim, não quer que nada lhe estrague aquele momento. Rejeita olhar o visor. Ao invés disso, levanta-se e caminha em direção às ondas calmas, curtas e pacíficas…
Sente a frescura da água do mar nos pés, molha as mãos e de seguida a face, como que se ao passar aquela água na cara, todos os problemas ficassem para trás… Como se aquele momento conseguisse apagar tudo o que estava para trás das suas costas… Como se aquele gesto a fizesse reviver tudo, mas de maneira diferente!
Caminha e sente os problemas voarem em sua direção. As lágrimas confundem-se com a água também salgada, e toda ela se sente derrubada e a desfalecer cada vez mais.
Sente a vibração sob os seus pés e, involuntária e subitamente, vira-se…
“Disseste que o tempo curava tudo…”
“Que fazes aqui?!”
“Que importância isso tem?”
“Como me encontraste? Como soubeste onde eu estava?”
“Não atendeste o telemóvel… Onde mais poderias estar?”
“Porque vieste até aqui?”
“Isso não importa! Porque me mentiste?”
“Desculpa se o tempo não curou algo que foi mal remediado…”
“…Mas pode ser concertado, agora…”
Aquele sopro, aquela imensidão… Aquele momento em que tudo passa a fazer sentido…